O certificado bate com o produto que chegou? Como conferir a embalagem no recebimento
O lote chegou, a nota fiscal está em ordem e o registro do fornecedor aparece no sistema do Inmetro. Para muita gente, a conferência termina aí. Mas existe uma pergunta que separa um recebimento cuidadoso de um recebimento apenas burocrático: esse registro corresponde, de fato, à embalagem que está parada no pátio? Ter um certificado válido em algum lugar não garante que ele pertença ao produto que você tem diante dos olhos.
A boa notícia é que a verificação não exige equipamento especial nem horas de análise. A própria embalagem traz as informações necessárias. Em um big bag homologado, o selo de segurança com a marca do Inmetro, o código do organismo de certificação e a marcação UN com o código de homologação ficam impressos no corpo do saco, em área bem visível. Basta aprender a ler essas informações e compará-las com o que está no documento.
O primeiro ponto a conferir é o número do registro. Ele identifica a homologação e costuma seguir o formato IBC, seguido de um número sequencial e dos dois dígitos do ano, como IBC-0136/22 ou IBC-0143/25. É esse código que permite localizar o certificado e confirmar que ele existe, que está associado ao fabricante correto e que cobre a embalagem em questão. Um registro que não pode ser encontrado, ou que aparece em nome de outra empresa, é motivo suficiente para segurar o lote até que a dúvida seja esclarecida.
O segundo ponto é o modelo. Os modelos que aparecem nas embalagens da Resibag, por exemplo, são o SAN T015 e o SAN T025, e essa informação precisa coincidir entre a etiqueta impressa no saco e o certificado. Quando o modelo da embalagem recebida é diferente daquele descrito no documento, o certificado simplesmente não cobre aquele produto, ainda que esteja em vigor.
O terceiro ponto é a capacidade homologada. As capacidades que constam nos registros são de 700 kg e de 1.000 kg, e a carga que o seu processo vai colocar dentro do saco precisa ser compatível com a capacidade que está no certificado. Aqui o erro mais comum é pensar apenas em dimensões: dois sacos com o mesmo tamanho podem ter capacidades homologadas diferentes, e é a homologação, não a aparência, que vale para fins de conformidade.
O quarto e último ponto é a validade do registro. Certificados têm prazo, e um registro vencido deixa de amparar a embalagem, mesmo que o produto em si não tenha mudado. Conferir a data no momento do recebimento evita descobrir o problema meses depois, durante uma auditoria ou, pior, depois de uma ocorrência no transporte.
Transformar esses quatro campos em um checklist fixo do recebimento traz uma vantagem prática: a conferência deixa de depender da memória ou da experiência de quem está na doca naquele dia. Qualquer pessoa da equipe consegue repetir o mesmo procedimento, e o resultado pode ser registrado, o que facilita o rastreio quando alguém pergunta por que aquele lote foi aceito.
Da próxima vez que um lote chegar, vale parar um minuto antes de liberar a descarga. Registro, modelo, capacidade e validade: quatro campos que, conferidos com atenção, dizem se o certificado bate com o produto que realmente chegou. Se a sua equipe quiser apoio para montar esse checklist ou tirar dúvidas sobre as embalagens homologadas, a Resibag está à disposição pelo telefone 11 4788-1751 e pelo site www.resibag.com.br.